Senha fraca ou repetida continua sendo uma das causas mais comuns de invasão. O problema não é falta de cuidado das pessoas, e sim o volume: cada colaborador usa dezenas de sistemas, e lembrar uma senha diferente e forte para cada um é praticamente impossível sem ajuda.
O que torna uma senha forte
Hoje, o tamanho importa mais do que símbolos complicados. Uma frase longa, com quatro ou cinco palavras sem relação entre si, é mais difícil de descobrir e mais fácil de lembrar do que uma senha curta cheia de caracteres especiais. Use pelo menos 12 a 16 caracteres nas contas importantes.
Evite dados pessoais (nomes, datas, placa do carro), sequências de teclado e variações óbvias como trocar a letra a por @ ou acrescentar o ano no final.
O maior risco: reutilizar senhas
Quando um site qualquer sofre vazamento, listas de e-mails e senhas passam a ser testadas automaticamente em outros serviços. Se a mesma senha é usada no e-mail da empresa, o invasor entra sem esforço. Cada conta precisa de uma senha única.
Gerenciador de senhas
Um gerenciador de senhas guarda todas as senhas em um cofre criptografado, protegido por uma senha mestra forte e por autenticação em dois fatores. Ele gera senhas aleatórias, preenche os formulários automaticamente e ainda ajuda contra phishing, porque não preenche a senha em um site com endereço diferente do original.
Na empresa, a versão corporativa permite cofres compartilhados por setor, controle de quem acessa cada senha e revogação imediata quando alguém sai.
O que não fazer
Algumas práticas ainda comuns colocam a empresa em risco:
- Planilhas ou documentos de texto com senhas, inclusive na nuvem.
- Senhas anotadas em papel no monitor ou embaixo do teclado.
- A mesma senha compartilhada por todo um setor.
- Senhas enviadas por e-mail ou WhatsApp.
- Salvar senhas da empresa no navegador de um computador pessoal.
Política de senhas na empresa
As recomendações atuais de referências como o NIST privilegiam senhas longas, checagem contra senhas vazadas e segundo fator, em vez de trocas obrigatórias a cada poucos meses, que costumam levar a senhas previsíveis. Troca imediata, porém, é obrigatória sempre que houver suspeita de vazamento.
Também é essencial um processo de desligamento: quando um colaborador sai, seus acessos devem ser bloqueados no mesmo dia e as senhas compartilhadas que ele conhecia devem ser trocadas.
Conclusão
Senhas longas, únicas e guardadas em um gerenciador, somadas à autenticação em dois fatores, resolvem a maior parte dos problemas de acesso. É uma mudança de hábito pequena com grande ganho de segurança.
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